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Expedição Colomé
Expedição Colomé
No dia 29 deixamos Salta para trás, ao meio dia pegamos o rumo de Cafayate. Na saída do hotel instalei uma lhaminha de lã que compramos num artesanato, ela ficou presa na argola do capo do jipe e ganhou o nome de Pachamama. No inicio o transito deixou nosso grupo lento, mas aos poucos nós ficamos lentos por nossa conta mesmo. Como o caminho é muito bonito, ninguém tinha pressa para seguir em frente.

O almoço foi combinado no Dique Cabra Corral, uma praia no meio do deserto.
Na sequencia entramos numa passagem no meio das montanhas da Pré Cordilheira, a Quebrada de Cafayate. O lugar tem uma beleza diferenciada, as cores e o riozinho estão sempre nos mostrando um visual espetacular. Para finalizar chegamos na Garganta del Diablo e depois no Anfiteatro, formações rochosas escavadas pela agua. Um lugar impressionante!

De repente as montanhas se abrem e podemos ver um enorme vale onde fica Cafayate. Na chegada já se vê que aqui tudo gira em torno dos vinhos. Apenas quem tem 4x4 no sangue consegue ver as dunas que ficam ao fundo, uns 5 km da cidade.

O hotel Patios de Cafayate fica no meio dos vinhedos e já na recepção as lhamas estão por perto. Descobrimos o paraiso!
Ainda nesta tarde o Cristiano recebeu uma ligação convocando para retornar ao Brasil a fim de comparecer na sua posse como Secretario de Planejamento de Porto Alegre, no dia 1º. Nos inúmeros telefonemas a seguir, ele providenciou transporte até Salta e o retorno ao Brasil, o grupo seguiria o roteiro com a Beth e o João acelerando a Toyota.
Mas ainda o Cristiano poderia cumprir o objetivo numero 1 da Expedição, subir pelo Valle Calchaqui até a Bodega Colomé. E assim, no dia 30 nós pegamos a Ruta 40 rumo a Molinos, somente na Range seguiram o Wladi, Cristiano, João Pedro e Chakal. O Estima, com preguiça, não fez nada e as mulheres ficaram curtindo o hotel.

Para chegar em Colomé, temos que encarar um trecho da Ruta 40 que é quase uma trilha. Muitas vezes a passagem é em curva e dá para apenas 1 carro. Desta vez não vimos os tradicionais grupos de bicicleta, geralmente europeus, que adoram este trecho. Depois de Molinos a estradinha vira uma trilha mesmo, inclusive com passagens por dentro dos rios.

A Estancia Colomé tem 39.000 hectares de montanha e deserto, um nada. Para nós é dificil entender como conseguiram construir uma vinícola, um hotel e uma galeria de arte neste fim de mundo. São 4 horas de deslocamento até a cidade mais próxima!

Nós já éramos aguardados e começamos uma visita nas instalações da vinícola e a conhecer a historia deste empreendimento. O Donald Hess é suíço, trabalha com vinhos e descobriu que poderia produzir um vinho especial com uvas de grande altitude. Para isto ele fez um trabalho na comunidade indígena, preparando o povo para receber o progresso sustentável que ele estava implantando. A vinícola está lá com os seus vinhos reconhecidos em todo o mundo. A pousada é muito charmosa e com serviço diferenciado em função da localização.

Mas como explicar uma galeria de arte, não tem como! Pois acreditem, depois de tudo que vimos, a galeria foi o mais surpreendente.

No retorno para Cafayate baixamos o pé na Range Rover e fizemos o trajeto em duas horas e meia!

O dia 31 ficou reservado para conhecer a Yacochuya, uma vinícola pequena e que produz um dos melhores vinhos da Argentina. Era em frente ao nosso hotel, 6km pela estradinha. Na chegada encontramos os proprietários, da familia Etchart, que são pioneiros na produção do vinho Torrontez e responsáveis pela fama que esta região tem no mundo do vinho. Eles nos receberam e mostraram como produzem o seu vinho.

De tarde o Wladi embarcou comigo e fomos passear nos Medanos, as dunas de Cafayate. Anda pra lá, anda pra cá e eu acabei me enterrando numa das dunas. Ali ficamos cavando por meia hora até conseguir sair. Hoje era dia de festa e não pra ficar enterrado nas areias sem apoio. Fugimos para o hotel...

Com as caixas da Colomé e Yacochuya, o nosso grupo começou a ter problemas de espaço. O Wrangler que saiu do Brasil sem o banco traseiro(eu estava bem folgado) se transformou num veiculo de transporte. Transporte de valores!

De noite tivemos a celebração de virada do ano, todos um pouco tristes pela ausência do Cristiano que estava em Buenos Aires sozinho. Mas o motivo era bom e justificava plenamente.


Data: 29 dezembro até 01 de janeiro
Data: 29/12/2012


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