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Expedição do arroz
Expedição do arroz

Primeiro dia da expedição do arroz



A expedição começou como quem vai para uma trilha, frio e chuva, apesar de ser dezembro e estarmos na primavera. Saímos de Porto Alegre e seguimos 130 quilômetros até a localidade de Bacupari, onde deixamos o asfalto e pegamos um caminho que lembrava a estrada do inferno.

Mais 15 quilômetros por essa estradinha até chegarmos na fazenda Cavalhada, eu quero passar por aqui com muita chuva para relembrar os bons tempos da velha e temida estrada do Inferno.

Lá quem nos esperava era o José Mathias, administrador da fazenda que pertence a família a mais de 200 anos. No passeio pela propriedade já foi possível usar o 4×4, primeiro em uma área alagada, funda mas com areia firme por baixo. Essa brincadeira fez com que perdêssemos a placa dianteira da Nissan, mas o mais incrível foi que enquanto caminhávamos por dentro da água, procurando a placa, o José Mathias pisou sobre ela em um trecho com mais de 50 cm de profundidade.

Com a placa embaixo do braço e depois de falarmos muito sobre arroz e as histórias da propriedade seguimos de volta para sede, onde nos esperava um cordeiro assado ao forno e um arroz próprio da fazenda, com Denominação de Origem (DO) – registro que garante a qualidade do produto. Se fosse à noite teria que ter a companhia de um bom vinho.

Durante a tarde rodamos mais 10 quilômetros até a fazenda Ranchinho, uma propriedade muito bonita na beira da lagoa dos patos. Lá, mais um banho na Frontier, mas dessa vez sem perder a placa, que já havia sido fixada novamente no lugar.

Já começava a anoitecer quando tomamos o rumo de Camaquã. Foram 320 quilômetros que fizemos durante a noite. Amanhã vamos para as lavouras de Pedro Osório.


Seguindo para a fronteira com o Uruguai



Segundo dia de expedições. No hotel em Camaquã, nos estabelecemos bem, no último andar e só com escadarias! Depois do café da manhã ninguém quis voltar ao quarto para escovar os dentes, as escadas desanimavam. Tocamos direto para Pelotas, 140 quilômetros de asfalto e mais meia dúzia por estradas de terra.

Fomos recepcionados na estância da Várzea pelo senhor Luis Reichsteiner, proprietário, e o Luis Felipe, filho e um dos agrônomos responsáveis pela lavoura. Também nos aguardava o Rodrigo Machado, agrônomo da Basf e especialista em Arroz. Conhecemos toda a lavoura, que é consorciada metade arroz e metade soja. A propriedade é muito bonita, grande e localizada na ponta da Feitoria, referência reconhecida pelos navegantes da Lagoa dos Patos.

O nosso almoço, na sede da estância, estava delicioso. Arroz, feijão, saladas e uma carne secreta. Todos arriscaram um palpite mas nem o senhor Luis nem o filho revelaram o segredo bastante saboroso. Eu mesmo aposto que era porco ou javali, mas eles afirmam que não.

No começo da tarde todas as atenções estavam voltadas para o rádio da Nissan, afinal o Internacional enfrentava os africanos do Mazembe, em Abu Dhabi, pelas semi-finais do mundial de clubes Fifa. A maldição do Celso Roth atacou o colorado gaúcho, conseguiram perder para os africanos. Mas não quero nem saber, meu negócio é off road!

Nosso dia continuava, pisei firme com o pé direito e fomos em direção a Pedro Osório. A fazenda do empresário rural Rodrigo Costa fica a menos de 100 quilômetros da fronteira com o Uruguai. Claro que senti a tentação de dar um pulinho no país vizinho em busca de bons vinhos, mas tudo bem, hoje tínhamos um roteiro a cumprir.

Na fazenda da Figueira lavei a Nissan Frontier num pivô de irrigação, e em seguida embarrei-a novamente em um atoleiro, próximo ao assude, sob o olhar curioso de muitas capivaras.

Já no final do dia, com um belo pôr-do-sol, encarei 200 quilômetros de asfalto até Camaquã, a cidade que estamos usando como base na região.

Amanhã o roteiro promete um off road mais pesado, vou andar dentro de uma barragem.


Um pouco de aventura na Barragem do Arroio Duro, em Camaquã



Este foi o primeiro dia da rota do arroz, sem muita estrada, passamos o dia todo em Camaquã. Nosso roteiro começou direto na Associação de Usuários do Perímetro do Duro (AUD), entidade responsável pela administração da Barragem do Arroio Duro. Depois de uma breve apresentação entre nossa equipe e um dos diretores da AUD, Roberto Longaray Jaeger, que nos acompanhou na visita, fomos direto até a barragem de 10 mil hectares que nesta época do ano esta com o nível bem alto. Depois, seguimos para conhecer uma lavoura irrigada no projeto.

Na saída desta lavoura havia uma ponte de madeira em péssimas condições. O Presidente Longaray, que estava comigo, sugeriu que fôssemos pelo caminho normal e deixássemos estas bobagens de pontes quebradas para outra hora. Nada disto! Mesmo com o Longaray um pouco contrariado, cruzei a ponte, torcendo pra não quebra-la. Assim teríamos que resgatar a Nissan e nós mesmos da água fria.

Depois desta bricadeirinha, encaramos um churrasco com a boa carne gaúcha. Já havia feito trilhas em barragens e era a hora de colocar a Nissan Frontier para trabalhar. Primeiro, andei nos caminhos ao lado da comporta principal, passagem ao lado do sangradouro. É linda, mas dá um frio na barriga, a todo momento parece que vou ser puxado para dentro daquela forte correnteza. Também andei na parte de dentro da represa, mas como a água esta altura não me arrisquei muito, não tinha tanta praia como nos eventos do Jeep Clube de Camaquã.

Mas pude tapar de barro a Nissan, sorriso no rosto e pé no fundo!

A aventura continua. Amanhã nosso dia é de deslocamento até São Borja.

03 a 16 de dezembro 2010
Data: 03/12/2010


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