Aventuras
 
Um caminho no meio das rochas
Um caminho no meio das rochas
Descobrir um caminho sempre é o maior desafio de uma aventura. Para entrar na cratera do vulcão Galan sempre se usa o caminho mais tranquilo e sem dificuldades. Mas eu sempre soube da existência de uma alternativa, um caminho que ninguém usa, mas que existe sim. Embora todos em Antofagasta recomendassem o caminho tradicional insistimos nesta descoberta.

O trajeto segue um leito de rio seco que logo se transforma em erosão, cada vez maior e mais funda. Já estávamos acima dos 4.000 metros de altitude e seguindo uma marca de pneu que nos levou até um casebre abandonado. Dali para a frente não tinha nada. Voltamos um pouco e subimos uma duna enorme que permitiu uma visão mais ampla, seguindo o rumo logico entre as montanhas chegamos numa passagem de turfa congelada e logo depois vimos umas marcas. Achamos o caminho antigo.

Dali pra frente passamos mais uma turfa congelada e começamos a subir no meio das montanhas, sempre subindo. Acima dos 4.700 metros os carros respondiam muito mal, faltava potência, era preciso usar reduzida todo o tempo. Numa das paradas fizemos uso de oxigênio em lata, a turma sofria mais do que os carros. Dor de cabeça, dor na nuca e enjoo, era assim o panorama de alguns. Depois das baforadas de oxigênio da santa latinha do Ribeiro recuperamos as forças e seguimos.

O próximo desafio foi passar numa abertura nas rochas, era uma parede de uns 60 metros de altura e os carros passavam rapando nas paredes de pedra, andamos cerca de dois quilômetros até sair deste aperto. Só estes dois quilômetros já valem a viagem !

Depois deste trecho entramos na cratera, foi o record de altitude, 5.032 metros acima do nível do mar. Aos poucos começamos a baixar, seguindo uma passagem que nos levou até a laguna Diamante. Curtimos a beleza, embora ainda atordoados pela altitude.

Dali seguimos para a laguna Grande com seus milhares de flamingos. Este foi o local escolhido para nosso almoço, sanduiche de milanesa... de dois dias! A cor geralmente em tons de cinza da montanha tem o toque de laranja avermelhado dos flamingos na lagoa.

Na sequência rodamos em direção a saída da cratera, nós percorremos uns 40 km dentro da cratera do vulcão! Logo chegamos em Penon e dali pegamos o asfalto no rumo de casa. No caminho fizemos a subida de montanha para dormir em Tafi, chegamos de noite mas felizes.

No outro dia saímos cedo para cruzar o Chaco e dormir em Saens Pena. Nos despedimos do Cabé e Magrão que retornaram para Campo Grande passando pelo Paraguai e de Saens Pena rodamos mais 1.100 km para chegar em Porto Alegre.

No total foram 5.500 km entre asfalto, rípio e trilhas. Os carros foram e voltaram com bravura e nenhum dos aventureiros sofreu maus tratos.

Dias 4/5/6 setembro 2015
Data: 04/09/2015


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