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Expedição do algodão
Expedição do algodão

De Cuiabá até Primavera do Leste



Sempre a mesma coisa, a expectativa para começar uma nova expedição é tão boa quanto a própria expedição. Saímos de Cuiabá ao meio-dia e poucos quilômetros depois já avistamos a Chapada dos Guimarães. O sol ajudava a mostrar todas as cores, do verde da mata aos diferentes tons de vermelho da terra. A beleza impressiona quem vê pela primeira vez.

Neste dia, previsto apenas para o deslocamento até a cidade de Primavera do Leste, eu não tinha muitas expectativas. Mas como previmos nesta Expedição do Algodão dois dias exclusivos para fazermos off-road, resolvi: aqui será um dos nossos destinos, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.

Mistério e boas surpresas



A cidade de Primavera do Leste é bem simpática, todo mundo anda em pick-ups, o 4×4 é coisa do dia-a-dia.

Na saída do hotel, encontramos o Álvaro Salles e o Paulo Sergio dos Santos, que são os nossos convidados da etapa.

O primeiro compromisso do dia foi uma visita até uma lavoura de algodão e depois seguimos até o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA), onde almoçamos e nos indicaram que um pouco mais adiante na estrada tinha um caminho ou trilha, mas não tinham muitas informações.

Caiu uma chuvarada, mas fomos conferir! A entrada era um pouco escondida, mas a porteira estava aberta. Eu achei estranho o caminho de acesso, cheio de pneus e calotas de carros, quando achamos a cabana, onde o caminho nos levava. Eu pensei que era algum daqueles eremitas que fazem artesanato. Estava cheio de objetos estranhos e coloridos.

Mas saiu de lá da casa, ou o que parecia ser uma casa, um senhor com um boné de cor laranja falando um monte de coisas. Não entendi no início. Disse o nome, Bocha (Botcha, do italiano) e abriu um repertório de brincadeiras. Todo mundo rindo e feliz com a recepção. Logo ofereceu um trago de cachaça e quis mostrar os caminhos de sua propriedade.

Como é bom andar por este país e conhecer o seu povo maravilhoso! No fim de tarde, ainda fui conhecer um laboratório de pesquisa do algodão.


Alface, algodão, onças e mais aventuras em Primavera do Leste!



Ainda em Primavera do Leste, saímos para conhecer algumas lavouras. Na saída do hotel, o Matheus, nosso discípulo, deixou cair um equipamento, eu gritei “te liga mão de alface”. Azar, o apelido pegou, Alface.

No início da manhã, algumas pancadas de chuva deixaram as estradas com água e barro vermelho. Bom, muito bom!

Sob a orientação do Paulo Sérgio, da Basf, seguimos pelo meio de extensas lavouras de algodão. Num trecho, logo após cruzar um rio, paramos para conferir a estrada que poderia estar com água funda. O Rafael foi tirar fotos, o Demétrio foi ver onde fazer imagens, o Paulo Sergio e o Willian ficaram por ali, todos bem quietos. Ninguém queria acordar o Alface…

Mais adiante, em outra parada, saí do carro e reparei em umas pegadas no chão. Talvez um cachorro grande, imaginei. O Paulo Sérgio anunciou que era pegada de ONÇA. Realmente, dava pra ver a pegada do tamanho de uma mão.

Seguimos em frente, mas com “o olho vivo e o pé leviano”.

O almoço foi no Restaurante do Pedrinho, de volta a Primavera do Leste, uma comida caseira especial. Acontece que ele tinha umas cachaças especiais, não pela cachaça, mas pelas misturas. Não sou de bebidas fortes, mas dei uma bicada em três delas! Uma era boa, outra tinha gosto de querosene com sabão e a outra tinha gosto de pneu queimado. Cachaça não é comigo!


Chuvas fortes e atenção na estrada até Sorriso (MT)



Depois de chegar em Cuiabá com uma chuvarada de respeito, afinal as ruas estavam embaixo d’água, eu fui dormir bem cansado.

A saída foi depois de dar um banho na Frontier, para tirar o barro vermelho. Nosso destino foi no rumo norte até Sorriso, um dia de deslocamento.

Mas não foi um deslocamento comum. Andamos na BR 163, uma estrada com todos os caminhões do mundo. Para cada 10 veículos que passavam por nós, no mínimo nove eram caminhões. E mais, a estrada não tem acostamento e estava chovendo forte. Muito, mas muito cuidado, só isto!

A cidade de Sorriso é muito jovem, organizada e pujante. Gostei.

De noite, o Nery da Aprosoja nos levou para saborear o melhor peixe da região, um matrinchan assado na brasa.

Um dia tranqüilo… estranho né?


Equipe conhece o Parque Nacional Chapada dos Guimarães



Depois de ver Chapada lotada no domingo, hoje conhecemos uma pacata cidade, muito tranquila mesmo.

Pela manhã fomos visitar o Parque Nacional Chapada dos Guimarães, onde conhecemos a cachoeira Véu de Noiva, e seguimos em frente.

Ainda pela manhã, sobrou bastante tempo. Depois da visita ao parque, encontrei o traçado da antiga estrada que leva até a localidade de Água Fria. Mais parece um leito de rio seco. Bem bom mesmo, algumas erosões e areia solta. Diversão da boa para a Frontier!

Depois do almoço retornamos para Cuiabá e no meio do caminho o Demétrio, o cinegrafista do Mundo 4×4, achou uma boa ideia ficar no meio da estrada e filmar a Nissan aparecendo com as paredes da Chapada ao fundo. Sem problemas, retornei, pelo rádio ele confirmou que a estrada estava livre e eu acelerei.

O Demétrio, claro, filmou tudo!

07 a 11 de fevereiro 2011
Data: 07/02/2011


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